Excerto de artigo na FCI publicado em julho de 2009
Associação C.A.O.S. Juvenil
Jorge Vinhas
O caos, uma tendência a inverter…
“A designação CAOS juvenil não é desprovida de sentido, pois no nosso contexto C.A.O.S. significa Coragem Acima de Outras Situações, ou seja, que é tudo o que quem está no terreno a fazer intervenção social e comunitária precisa, isto é, coragem para debater, mudar, reagir, dinamizar algumas questões, quer na questão da área social, quer nas questões dos bairros sociais. Existimos há 10 anos. Temos feito uma intervenção local, dinamizando um projecto onde tentamos criar uma ponte para o exterior. Fazemos intervenção comunitária, contactamos com públicos vulneráveis, tal como os do Lagarteiro, Cerco, Engenheiro Machado Vaz.
Trabalhamos em rede com instituições que já estão implementadas e outras, mais a nível institucional. Neste momento estamos a gerir o projecto “Lagarteiro e o Mundo”, que é um projecto financiado pela Segurança
Social e que conta, agora com a participação da CIG. Temos assento também na CPCJ da zona oriental, ou seja, destacamos um técnico para trabalhar os processos do Lagarteiro e Cerco do Porto. Temos algumas parcerias, ao fazermos parte da rede social e representando esta freguesia são estas as alternativas que dispomos para dar respostas. A CAOS não tem apoios, é uma associação sem fins lucrativos. Temos a grande orte de termos um grupo de trabalho excelente, temos um núcleo muito forte. A CAOS instalou-se numa escola porque achava que teria um maior contacto e proximidade com os jovens. Este projecto abrange jovens dos 8 aos 25 anos, mas uma grande parte de jovens frequentam a escola e achamos que esta proximidade era muito favorável, porque acabamos por dar continuidade ao acompanhamento. Somos um consórcio que é constituído pela entidade promotora que é a junta de freguesia, já quanto às entidades gestoras existem: a Associação CAOS, a CPCJ e o agrupamento de escolas Ramalho Ortigão. A junta de freguesia tem um papel importante nesta associação, sempre tivemos uma grande abertura, o que demonstra uma certa confiança no nosso trabalho, mas dentro das suas possibilidades, somos apoiados. Há vários projectos em curso que necessitam de apoio e a Junta de Freguesia de Campanhã abraça todos eles. Todos os actuais técnicos foram voluntários da associação, pois temos que trabalhar com pessoas que sintam esta questão social. O projecto “Lagarteiro e o Mundo” é um projecto monitorizado, que tem que dar respostas, para isso temos um plano de actividades que se vai desenvolvendo durante o ano.
Nesse plano temos a percepção de quantas crianças e quantas famílias estão envolvidas. Contudo, só conseguimos chegar aos familiares através das crianças, é aí que reside a questão, isto não é apenas um problema da criança, é um problema de todos. Não obstante, sou da opinião que nenhuma criança é problemática, isto é, ela não é porque quer, ela é porque de facto teve que ser assim. Provavelmente, a criança é problemática por questões inerentes ao seu contexto social. Tudo isto influencia e tentamos combater isso.”
